Produtores privados pedem mais espaço para termoelétricas na matriz energética

28/09/2011 - 18h14

A falta de previsão para a construção de novas termoelétricas no país é motivo de insatisfação para as associações de produtores privados de energia. Durante debate sobre o Plano Decenal de Energia (PDE) 2011/2020, nesta quarta-feira (28), representantes do segmento apresentaram queixas diante de autoridades do setor. Conforme os argumentos, a energia termoelétrica é indispensável para a segurança e a confiabilidade do sistema energético nacional.

- O país precisa de todas as formas de energia disponíveis, respeitadas as suas especificidades, para atender o crescimento da carga - argumentou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (Apine), Luiz Fernando Vianna.

A audiência foi realizada em conjunto pelas Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE), a partir de requerimento do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Autoridades do setor de energia se esforçaram para aplacar as inquietações dos produtores com argumentos de que o Brasil não pode abrir mão das usinas termoelétricas. Como ponderou Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que é vinculada ao Ministério de Minas e Energia, um sistema sem a contribuição de termoelétricas estaria condenado a falhar em algum momento.

- Num ano o vento não vai soprar, a chuva vai faltar e a safra de biocana pode não acontecer - considerou Tolmasquim.

Contingências ambientais

Ao mesmo tempo, as autoridades deixaram claro que o plano decenal segue as diretrizes do Plano Nacional de Mudanças Climáticas (PNMC), vigente desde 2009, que impõe restrições às emissões de dióxido de carbono, problema associado às usinas termoelétricas a carvão e petróleo. Mesmo sem proibir a construção de novas usinas, esse plano estabelece como vetor da expansão de energia a produção a partir de biomassa e outras fontes renováveis.

- No contexto atual estamos seguindo a sinalização existente - observou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético da pasta, Altino Ventura Filho.

Altino registrou que o Brasil chegou a 2011 com uma oferta total de 181 mil megawatts de energia. Desse total, conforme disse, 55 mil megawatts são produzidos por usinas termoelétricas (petróleo, gás, carvão e energia nuclear). Avaliou que essa é uma participação importante e que corresponde ao "espaço" de geração termoelétrica assegurado no plano. Ele informou que no momento estão sendo construídas no país quatro termoelétricas. Uma no Rio Grande do Sul e três no Nordeste e todas são abastecidas com carvão mineral. Todas foram aprovadas antes do PNMC.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) cobrou maior espaço para a produção de energia a partir de carvão mineral, o que possibilitaria o aproveitamento de reservas em seu estado e Santa Catarina. Tolmasquim respondeu que seria uma medida importante do ponto de vista regional, mas que se revela inconveniente numa visão geral. Além de o país já contar com excedente de energia até 2014, mais uma vez apontou para as restrições da legislação ambiental.

- Foi uma decisão do Congresso Nacional, não vindo ao caso se má, boa ou equivocada - disse.

 

Gorette Brandão / Agência Senado

Notícias

Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB

Quarta-feira, 04 de maio de 2011 Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae...

Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão

Extraído de Portal do Holanda  03 de Maio de 2011   Novas regras para prisão processual respeitam mais os direitos do cidadão - Com a vigência do Projeto de Lei 4.208/2001 , que altera o Código de Processo Penal, a prisão processual estará praticamente inviablizada no Brasil. Essa é...

Prisão em flagrante

  Novo CPP dificulta prisão preventiva após flagrante Por Rodrigo Iennaco   Dando sequência à reforma do Código de Processo Penal, no âmbito da comissão constituída pela Portaria 61/2000, foi encaminhado à sanção presidencial o Projeto de Lei 4.208/2001, que altera dispositivos do CPP...

Erro médico

03/05/2011 - 13h20 DECISÃO Prazo para prescrição de ação por erro médico se inicia quando o paciente se dá conta da lesão O prazo para prescrição do pedido de indenização por erro médico se inicia na data em que o paciente toma conhecimento da lesão, e não a data em que o profissional comete o...

Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável

Extraído de Recivil Relacionamento amoroso de 36 anos não é união estável Para o TJRS, não basta o que o tempo de um relacionamento amoroso seja longo para que se caracterize como união estável. “Relacionamento mantido entre o autor e a falecida, ainda de longa data, sem caracterizar a entidade...